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sexta-feira, 22 de novembro de 2013

As manifestações do barroco nas igrejas de Tiradentes

           A cidade de Tiradentes originou-se do pequeno Arraial da Ponta do Morro de Santo Antônio, em louvor ao santo de devoção dos moradores que aqui se reuniram. Graças à abundância do ouro encontrado, o arraial desenvolveu-se rapidamente, sendo elevado à categoria de vila em 1718, quando recebeu a denominação de São José del-Rei.
 
            A partir do século XVIII, teve início o processo de soerguimento daquilo que é considerado como marca arquitetônica da cidade: as igrejas. Ladeadas por belíssimas ruas, essas localidades configuram-se como o ápice da representação barroca brasileira.
Igreja de Nossa Senhora do Rosário (1708)


          Movimento suntuoso, extremamente dual e disforme, o Barroco pode ser apontado como uma manifestação artística e literária indiscriminadamente espelhada nos anseios da metrópole portuguesa. Em Minas Gerais, observa-se o estabelecimento do Barroco tardio, que mistura-se ao rococó, dando origem a um estilo único no mundo.
Matriz de Santo Antônio (1710)


           O legado deixado pelas obras de Aleijadinho, Mestre Ataíde e Mestre de Piranga, por exemplo, encanta turistas. Perde-se o fôlego ao primeiro vislumbre da genialidade desses artistas, que produziram abóbadas constituídas de ouro, altares entalhados em madeira e esculturas de um rebuscamento exagerado. 



           Passear pelas ruas da pequena cidade de Tiradentes é respirar um pouco da história do Brasil!

quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Conheça o Chafariz de São José

          Um dos locais mais visitados de Tiradentes é o Chafariz de São José, uma linda obra carregada de história.


          Construído em 1749 pela Câmara da Vila de São José Del Rei, tinha três funções: na parte da frente, abastecer com água potável a população, à direita servir como suporte para as lavadeiras locais e à esquerda servir de bebedouro para os animais.
           Sua fachada barroca guarda uma bela imagem de São José de Botas, datada do século XVIII, e um Brasão da Coroa Portuguesa. As três bicas são decoradas com carrancas esculpidas em pedra.


           A nascente que abastece o chafariz está situada no Bosque da Mãe d’Água, amplo espaço arborizado próximo à Serra de São José. A água chega até as bicas através de um aqueduto de pedra construído pelos escravos da época.


           Hoje a utilização do chafariz está a disposição de turistas e moradores da cidade. Conta a lenda local que, se você beber um gole desta água cristalina, você certamente retornará a pequena cidade de Tiradentes.


quinta-feira, 21 de julho de 2011

"Nas coxas"

            No tempo da escravidão no Brasil, as telhas de barro eram confeccionadas pelos escravos. Como ainda não haviam sido desenvolvidas formas, as telhas eram moldadas nas coxas destes escravos. Mas as coxas não eram iguais, é claro. Portanto, cada telha tinha uma forma diferente.
Por este motivo, surgiu a expressão “feito nas coxas”, que é usada para adjetivar o que não é feito cuidadosamente.
Pode-se observar que quase todas as cidades criadas no período colonial ainda preservam alguns telhados feitos pelos escravos. Esta ainda é uma característica de Tiradentes.